Servidores Docentes e Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) do IFSP preparam uma paralisação nacional para o dia 1º de abril, conforme deliberado pelo Sinasefe Nacional.
A mobilização visa pressionar o governo pelo cumprimento de acordos e barrar retrocessos que ameaçam a educação pública federal. Abaixo, conheça os três eixos centrais que motivam a suspensão das atividades neste dia.
O principal motivo da paralisação é a cobrança pela efetivação integral dos Termos de Acordo nº 10 e 11/2024, assinados após a greve do ano passado. Entre os pontos pendentes para os docentes estão a revogação de normativas de controle de frequência e a suspensão de recursos judiciais sobre o RSC para aposentados.
Para os TAEs, o governo descumpriu o pactuado ao enviar o PL 6170/2025, que altera substancialmente o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), impondo critérios que não foram construídos coletivamente na CNSC-MEC. O sindicato exige que o texto original seja respeitado para garantir a valorização real da carreira.
A paralisação é um ato de resistência contra a PEC 38/2025, que representa uma ameaça direta à estabilidade do servidor e à qualidade do serviço público. A proposta busca introduzir uma lógica de gestão empresarial no Estado, substituindo a progressão por tempo de serviço por avaliações de desempenho baseadas em metas produtivistas que ignoram a realidade da educação.
Além de precarizar os vínculos, a reforma abre caminho para terceirizações e contratações temporárias em áreas estratégicas, o que pode desestruturar o atendimento à população.
O dia 1º de abril marca a data do golpe militar de 1964, e o Sindicato reforça que não há democracia sem o serviço público. A paralisação inclui atividades com o tema “Memória, Verdade e Justiça”, em homenagem aos que lutaram contra o autoritarismo e em repúdio a qualquer tentativa de retorno de ideais golpistas. Para a categoria, a educação federal deve ser um espaço de resistência política e de promoção da justiça social, combatendo pautas neoliberais que tentam silenciar a voz dos trabalhadores.
Como participar
A coordenação estadual sugere que a base organize cafés coletivos, colagem de cartazes e intervenções artísticas nos campi para dialogar com a comunidade acadêmica sobre a importância da luta. Servidores que aderirem ao movimento poderão registrar sua participação por meio do formulário do Ponto Paralelo disponibilizado pelo Sindicato.
Endereço:
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Luz, São Paulo - SP, CEP: 01109-000
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Telefone: (11) 3228-7208
Celular: (11) 98377-0337
