O Sinasefe-SP divulga nesta quinta-feira, 21, uma nota pública em defesa da professora Rosa Amélia, sindicalizada e membro do Núcleo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade (NUGS) e da educação pública democrática. A entidade denuncia ataques e a disseminação de desinformação nas redes sociais contra uma atividade pedagógica desenvolvida no âmbito do IFSP.
Segundo o Sindicato, as críticas à atividade representam uma tentativa de censura ao debate crítico nas instituições de ensino e atingem não apenas a docente, mas também o trabalho do NUGS e as políticas institucionais de promoção dos direitos humanos, diversidade e educação inclusiva.
A nota destaca ainda que os conteúdos abordados possuem respaldo nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e fazem parte de materiais já presentes nas bibliotecas e ações formativas do IFSP. Para o Sinasefe-SP, discutir temas como gênero, sexualidade, direitos humanos e convivência democrática integra o compromisso da escola pública com a formação cidadã e científica.
O Sindicato também afirma que campanhas de perseguição e exposição pública contra docentes ameaçam a liberdade de cátedra, a autonomia pedagógica e o direito dos estudantes ao acesso ao conhecimento plural. Ao final, a entidade reafirma solidariedade à professora Rosa Amélia e ao NUGS e reforça seu compromisso com uma educação pública inclusiva, democrática e baseada na ciência e nos direitos humanos.
Confira a nota completa abaixo:
Nota de apoio à professora Rosa Amélia, ao NUGS e em defesa da educação pública
O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica Seção Sindical São Paulo (Sinasefe-SP) manifesta sua solidariedade e apoio à professora Rosa Amélia e ao Núcleo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade (NUGS) diante dos ataques e da disseminação de desinformação ocorridos nas redes sociais e grupos de mensagens sobre atividade pedagógica desenvolvida no ambiente escolar.
Os ataques direcionados ao trabalho desenvolvido pela professora Rosa também atingem o próprio NUGS, suas ações pedagógicas e a política institucional de promoção dos direitos humanos, da diversidade e da educação inclusiva construída no âmbito do IFSP.
A tentativa de transformar uma prática educativa em escândalo moral revela não apenas uma interpretação equivocada da atividade realizada, mas também um preocupante avanço de discursos intolerantes que buscam censurar o debate crítico nas instituições de ensino.
A obra mencionada nas acusações integra um conjunto de materiais já presentes institucionalmente nas bibliotecas e ações formativas do IFSP, incluindo atividades promovidas pelo NUGS, espaço legitimamente constituído para promover reflexão, acolhimento, produção de conhecimento e enfrentamento às violências e discriminações.
Além disso, os temas abordados pela atividade pedagógica encontram respaldo nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que reconhecem a importância da discussão de temas relacionados à diversidade, cidadania, convivência democrática, direitos humanos e respeito às diferenças no processo formativo de estudantes.
Defender que estudantes possam refletir criticamente sobre gênero, sexualidade, direitos humanos, convivência democrática e diversidade não é “doutrinação”: é compromisso com a educação pública, com a ciência, com a formação cidadã e com os princípios constitucionais que orientam a escola pública brasileira.
É grave que setores conservadores tentem produzir pânico moral e ataques pessoais contra docentes a partir de desinformação, distorções e leituras descontextualizadas do trabalho pedagógico. Esse tipo de perseguição não atinge apenas uma professora: ameaça a liberdade de cátedra, a autonomia pedagógica, os núcleos institucionais de promoção da diversidade e o direito de estudantes ao acesso ao conhecimento científico, humanístico e plural.
O ambiente escolar deve ser um espaço de aprendizado, pensamento crítico, diálogo e respeito às diferenças, e não um território submetido à intimidação ideológica, censura ou campanhas de exposição pública de educadores.
Reafirmamos nosso compromisso com uma educação pública democrática, inclusiva, baseada na ciência, nos direitos humanos e na valorização do trabalho docente.
Toda solidariedade à professora Rosa Amélia e ao NUGS.
21 de maio de 2026
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