O Sinasefe-SP vem a público manifestar seu repúdio às recentes práticas antissindicais adotadas pela reitoria do IFSP, que representam grave afronta à autonomia e à legitimidade da organização sindical da categoria.

O Sindicato manifesta preocupação diante de iniciativas que indicam tentativas de ingerência sobre a representação sindical por meio de manobras para manipular a interlocução com o sindicato. Entre os fatos observados estão: convites informais e nominais dirigidos a membros da direção sindical; exclusão de dirigentes sob a justificativa de que “outros já haviam sido convidados”; nomeações sem transparência para representação sindical em comissões e a utilização pública de servidores como representantes do Sinasefe-SP sem qualquer deliberação ou autorização da entidade.

Também causa preocupação a cobrança pública, por parte de assessor da reitoria, para que o sindicato divulgasse a fala de uma servidora apresentada em atividade institucional como representante do Sinasefe-SP.

Tais práticas não podem ser tratadas como meras informalidades administrativas. Elas fragilizam a autonomia sindical ao tentar substituir a representação coletiva, construída democraticamente junto à base, por relações personalizadas com indivíduos escolhidos pela gestão. Sindicato não se representa por afinidade, conveniência ou convite pessoal. Sua legitimidade decorre de processos democráticos internos, deliberações colegiadas e da confiança política construída entre a entidade e a categoria.

A Coordenação Funcional do Sinasefe-SP é composta por 16 coordenadores, distribuídos entre duas chapas eleitas democraticamente pela base, organizadas em diferentes coordenações e pastas. O funcionamento da entidade se dá por meio de instâncias colegiadas, com decisões tomadas democraticamente no âmbito da Coordenação Funcional e, regimentalmente, pela Coordenação Estadual nos casos previstos. Os plantões semanais da entidade também garantem a participação plural das diferentes representações eleitas, reafirmando o caráter democrático, coletivo e transparente da organização sindical.

Nesse sentido, qualquer interlocução institucional com o Sindicato deve respeitar sua organicidade, seus meios formais, a despersonalização das representações, suas instâncias legítimas de deliberação e sua independência frente à gestão.

Além disso, o funcionamento cotidiano da entidade ocorre por meio de plantões semanais compostos por um membro da Coordenação Estadual e dois membros das pastas, garantindo representação das diferentes chapas na dinâmica diária do sindicato. Como a Chapa 1 possui 2 dos 3 coordenadores estaduais, ela também compõe aproximadamente dois terços dos plantões semanais da entidade. 

Ainda assim, as decisões nesses espaços são tomadas por maioria, dentro de uma dinâmica colegiada e democrática. Trata-se, portanto, de uma estrutura baseada em equilíbrio político, colegialidade e controle democrático, sem espaço para decisões individuais ou autoritárias. Por isso, qualquer interlocução institucional com o Sindicato deve respeitar sua organicidade, suas instâncias coletivas de deliberação e sua independência frente à gestão. A democracia sindical exige reconhecimento da entidade enquanto sujeito coletivo e não a escolha seletiva de indivíduos para exercer, informalmente, um papel que pertence ao conjunto da organização sindical.

O Sinasefe-SP reafirma seu compromisso com a defesa da autonomia sindical, da democracia interna, da liberdade de organização dos trabalhadores e da construção coletiva das decisões que impactam a comunidade do IFSP.